sexta-feira, 10 de abril de 2015

Uma lição de humildade... deixar que os outros nos ajudem!

A fibromialgia assaltou a minha vida, hoje sei que já há vários anos, mas apenas comecei a ter crises limitativas há cerca de dois... em que tudo perdeu o sentido e perdi a minha própria identidade. Só dois anos depois de ter ficado 10 dias sem poder andar, fruto de uma exaustão, e medo do que estava a viver sem saber o que era. Um pânico e uma sensação total de confusão instalou-se na minha existência. Vivi os piores momentos que um dia pensei ter... uma mistura de emoções e sensações que me levaram a alguns estados de dissociação e de limite. Fui diagnosticada à cerca de três meses... e inicialmente rejeitei, revoltei-me, culpei todos, culpei-me a mim... massacrei quem mais próximo de mim estava com um pedido de atenção e consumo de energia, envolvendo-os na minha perturbação.
Sempre dei muito de mim... e foi muito difícil aceitar a minha limitação e pedir ajuda.

Num cenário de lágrimas corridas e falta de humildade (mascarada de eu resolvo tudo e não vou chatear ninguém), fui lentamente desistindo dessa máscara de silêncio e da poderosa... caí nas mãos de quem confiei e pedi ajuda! Custou-me pedir ajuda e mostrar a minha fragilidade... dar a fragilidade ao Outro, para mim era quase como ficar na mão de... aí como queria controlar tudo!!!!

E aceitei a minha limitação que tenho no momento... não digo que ela será para sempre (crónica) porque eu acredito numa medicina mais abrangente que a limitada ocidental, acredito que o Amor cura... e estou a aprender.

Nota: ao assumir quem sou e a minha limitação... pedindo ajuda sempre que necessito vou sendo surpreendida. Aonde chego tento sempre ser feliz e fazer feliz... e quando me encontram com a face fechada e esgotada ou dores, as surpresas aparecem. E eu deixo que me ajudem... e sou grata!

Termino com uma citação: "Deixar-se ajudar pressupõe um nível espiritual muito superior ao do simples ajudar. Porque, se ajudar os outros é bom, melhor é ser ocasião para que os outros nos ajudem. Sim, o mais difícil deste mundo é aprender a ser necessitado" (Dra. África Sendino)



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