segunda-feira, 11 de maio de 2015

É como se depois de uma noite de sono, cheia de sonhos, parece que não dormiste... e foram 8h. É como se o cansaço invadisse todo o teu corpo e já se levantasse esgotada... as dores no corpo são generalizadas! O corpo não responde à mente que está ativa e ao coração que se encontra alegre. A rigidez matinal dá vontade de ficar enrolada... a falta de força desmotiva esse levantar. E é preciso outra boa hora para se conseguir ir para a atividade da vida! 
Viver com fibromialgia é assim. É o cenário de muitas manhãs. 
Havemos de encontrar respostas para obtermos qualidade de vida... eu busco sem desistir e mesmo assim com um sorriso nos lábios!

domingo, 10 de maio de 2015

Tenho estudado muito sobre fibromialgia e há várias coisas que são típicas no comportamento e personalidade... pela doença ser muito limitativa, vai-se perdendo a autoestima e aparece muito a incompreensão deste estado, especialmente em crises... uma doença fantasma que muitos acham que vem do foro psicológico e emocional e, nem conseguem compreender o que se sente. 
Vivo, sem lamentação... e sem me achar menor que ninguém (já achei, antes de a aceitar). Há algo que é fundamental, aprender a dizer NÃO a tudo o que faz piorar a situação. NÃO a qualquer maltrato ou falta de respeito... NÃO à incompreensão... e NÃO a quem não valoriza e desqualifica! NÃO ao que faz sentir mal, culpado e errado...
A pior fase é realmente a inicial... depois a ressurgimento depois da morte... e depois é reconstruir!
A fibromialgia mudou profundamente a minha vida... com ela aprendi que não há medo de perder, de ter dor, de ter cansaço, de engordar, de ter que parar, de ter que expor o que sinto... de ter que dizer NÃO para que a minha vida seja mais FELIZ! A fibromialgia e tudo o que passei antes de a descobrir fez-me dar valor à Existência e viver instante a instante, porque nunca sei o que acontece no seguinte... e vou em busca da minha felicidade sem qualquer hesitação... e também deixo o que me prende de a obter... por vezes, dói deixar, mas dói mais alimentar! 

A fibromialgia fez-me aprender a viver o aqui e agora, com os pés no chão e a sentir... exprimo, resolvo e sigo com o que é melhor para mim! (para sofrer já basta os sintomas da doença...)




Saiam à rua, vão por essas estradas a fora... sigam os trilhos de terra e escutem... escutem as Almas humanas. Valorizem, qualifiquem... abracem sem medo de amar... 
Aplaudam aonde ninguém aplaude ou aqueles que não sentiram uma boa mirada e um sorriso aberto... humanizem-se... neste encontro com o povo se sente as entranhas da verdade! 
Saiam do conforto e do rodopio das máscaras e faz de conta para ouvir falar com verdade... aonde as emoções saltam de tanto terem sido reprimidas, aonde ainda existem valores de real respeito ao Outro. E aplaudam... porque aqui só temos a aprender, com estas coisas de sermos "intelectuais", políticos ou seja lá qual for o título! Dispam-se e Caminhem!

“O grande defeito dos intelectuais portugueses tem sido sempre o só lidarem com intelectuais. Vão para o povo. Vejam o povo. Vejam como eles reflectem, como ele entende a vida, como eles gostariam que a vida fosse para eles.” 
―Agostinho da Silva


Caminhar...



Eu caminho leve... e sigo em coerência comigo! O Centro é o que trabalho... e o exterior reduz!

Mulher que te acolhes a cada dia

Mulher que te acolhes a cada dia... entrando no mais íntimo do que é possível ser! As alterações cíclicas de um corpo, como santuário e veículo... o sentir cada instante, vivendo o presente que surpreende e espanta, que faz sorrir e cair lágrimas... a aprendizagem das mudanças constantes, a percepção da impermanência de tudo... abrir mão para não sufocar as vivências. 
Mulher que te vês e que aprendes a reconhecer-te em cada fase... em cada quilo aumentado, em cada movimento que hoje não é possível, em cada dor que se espalha no corpo, no cansaço que leva à paragem e por vezes, rasgos de frustração... em cada obstáculo superado, em cada limitação superada, em cada abertura conseguida.
Mulher que te entregas à Vida sem resistência, entregas a um Deus Pai e Mãe que acolhe nos braços e leva pela mão nos dias mais difíceis...
Mulher que percepcionas a dor como Caminho iniciático... e que olha de frente e, no seu tempo, integra o vivenciado...
Mulher que perde o medo do que não vê... Mulher que se transforma em vibração de amor e bondade... Mulher que exprime e dá voz ao SENTIR para que o Caminho da humanidade se faça junto e não separado!
Mulher que te tornas ser humano... humanizando!