É como se depois de uma noite de sono, cheia de sonhos, parece que não dormiste... e foram 8h. É como se o cansaço invadisse todo o teu corpo e já se levantasse esgotada... as dores no corpo são generalizadas! O corpo não responde à mente que está ativa e ao coração que se encontra alegre. A rigidez matinal dá vontade de ficar enrolada... a falta de força desmotiva esse levantar. E é preciso outra boa hora para se conseguir ir para a atividade da vida!
Viver com fibromialgia é assim. É o cenário de muitas manhãs.
Havemos de encontrar respostas para obtermos qualidade de vida... eu busco sem desistir e mesmo assim com um sorriso nos lábios!
O despertar! Naquele dia em que a dor me trespassou os ossos, subiu-me pela medula, vibrou no topo da cabeça, desceu até às pontas dos pés iniciando um formigueiro que percorreu todo o corpo... as células gritaram! Um grito silencioso que apenas foi escutado nas entranhas adormecidas... acordaram sobressaltadas! Encontrava-me num sono anestesiado... e assim começou!
segunda-feira, 11 de maio de 2015
domingo, 10 de maio de 2015
Tenho estudado muito sobre fibromialgia e há várias coisas que são típicas no comportamento e personalidade... pela doença ser muito limitativa, vai-se perdendo a autoestima e aparece muito a incompreensão deste estado, especialmente em crises... uma doença fantasma que muitos acham que vem do foro psicológico e emocional e, nem conseguem compreender o que se sente.
Vivo, sem lamentação... e sem me achar menor que ninguém (já achei, antes de a aceitar). Há algo que é fundamental, aprender a dizer NÃO a tudo o que faz piorar a situação. NÃO a qualquer maltrato ou falta de respeito... NÃO à incompreensão... e NÃO a quem não valoriza e desqualifica! NÃO ao que faz sentir mal, culpado e errado...
A pior fase é realmente a inicial... depois a ressurgimento depois da morte... e depois é reconstruir!
A fibromialgia mudou profundamente a minha vida... com ela aprendi que não há medo de perder, de ter dor, de ter cansaço, de engordar, de ter que parar, de ter que expor o que sinto... de ter que dizer NÃO para que a minha vida seja mais FELIZ! A fibromialgia e tudo o que passei antes de a descobrir fez-me dar valor à Existência e viver instante a instante, porque nunca sei o que acontece no seguinte... e vou em busca da minha felicidade sem qualquer hesitação... e também deixo o que me prende de a obter... por vezes, dói deixar, mas dói mais alimentar!
A fibromialgia fez-me aprender a viver o aqui e agora, com os pés no chão e a sentir... exprimo, resolvo e sigo com o que é melhor para mim! (para sofrer já basta os sintomas da doença...)
Vivo, sem lamentação... e sem me achar menor que ninguém (já achei, antes de a aceitar). Há algo que é fundamental, aprender a dizer NÃO a tudo o que faz piorar a situação. NÃO a qualquer maltrato ou falta de respeito... NÃO à incompreensão... e NÃO a quem não valoriza e desqualifica! NÃO ao que faz sentir mal, culpado e errado...
A pior fase é realmente a inicial... depois a ressurgimento depois da morte... e depois é reconstruir!
A fibromialgia mudou profundamente a minha vida... com ela aprendi que não há medo de perder, de ter dor, de ter cansaço, de engordar, de ter que parar, de ter que expor o que sinto... de ter que dizer NÃO para que a minha vida seja mais FELIZ! A fibromialgia e tudo o que passei antes de a descobrir fez-me dar valor à Existência e viver instante a instante, porque nunca sei o que acontece no seguinte... e vou em busca da minha felicidade sem qualquer hesitação... e também deixo o que me prende de a obter... por vezes, dói deixar, mas dói mais alimentar!
A fibromialgia fez-me aprender a viver o aqui e agora, com os pés no chão e a sentir... exprimo, resolvo e sigo com o que é melhor para mim! (para sofrer já basta os sintomas da doença...)
Saiam à rua, vão por essas estradas a fora... sigam os trilhos de terra e escutem... escutem as Almas humanas. Valorizem, qualifiquem... abracem sem medo de amar...
Aplaudam aonde ninguém aplaude ou aqueles que não sentiram uma boa mirada e um sorriso aberto... humanizem-se... neste encontro com o povo se sente as entranhas da verdade!
Saiam do conforto e do rodopio das máscaras e faz de conta para ouvir falar com verdade... aonde as emoções saltam de tanto terem sido reprimidas, aonde ainda existem valores de real respeito ao Outro. E aplaudam... porque aqui só temos a aprender, com estas coisas de sermos "intelectuais", políticos ou seja lá qual for o título! Dispam-se e Caminhem!
“O grande defeito dos intelectuais portugueses tem sido sempre o só lidarem com intelectuais. Vão para o povo. Vejam o povo. Vejam como eles reflectem, como ele entende a vida, como eles gostariam que a vida fosse para eles.”
Aplaudam aonde ninguém aplaude ou aqueles que não sentiram uma boa mirada e um sorriso aberto... humanizem-se... neste encontro com o povo se sente as entranhas da verdade!
Saiam do conforto e do rodopio das máscaras e faz de conta para ouvir falar com verdade... aonde as emoções saltam de tanto terem sido reprimidas, aonde ainda existem valores de real respeito ao Outro. E aplaudam... porque aqui só temos a aprender, com estas coisas de sermos "intelectuais", políticos ou seja lá qual for o título! Dispam-se e Caminhem!
“O grande defeito dos intelectuais portugueses tem sido sempre o só lidarem com intelectuais. Vão para o povo. Vejam o povo. Vejam como eles reflectem, como ele entende a vida, como eles gostariam que a vida fosse para eles.”
―Agostinho da Silva
Mulher que te acolhes a cada dia
Mulher que te acolhes a cada dia... entrando no mais íntimo do que é possível ser! As alterações cíclicas de um corpo, como santuário e veículo... o sentir cada instante, vivendo o presente que surpreende e espanta, que faz sorrir e cair lágrimas... a aprendizagem das mudanças constantes, a percepção da impermanência de tudo... abrir mão para não sufocar as vivências.
Mulher que te vês e que aprendes a reconhecer-te em cada fase... em cada quilo aumentado, em cada movimento que hoje não é possível, em cada dor que se espalha no corpo, no cansaço que leva à paragem e por vezes, rasgos de frustração... em cada obstáculo superado, em cada limitação superada, em cada abertura conseguida.
Mulher que te entregas à Vida sem resistência, entregas a um Deus Pai e Mãe que acolhe nos braços e leva pela mão nos dias mais difíceis...
Mulher que percepcionas a dor como Caminho iniciático... e que olha de frente e, no seu tempo, integra o vivenciado...
Mulher que perde o medo do que não vê... Mulher que se transforma em vibração de amor e bondade... Mulher que exprime e dá voz ao SENTIR para que o Caminho da humanidade se faça junto e não separado!
Mulher que te tornas ser humano... humanizando!
Mulher que te vês e que aprendes a reconhecer-te em cada fase... em cada quilo aumentado, em cada movimento que hoje não é possível, em cada dor que se espalha no corpo, no cansaço que leva à paragem e por vezes, rasgos de frustração... em cada obstáculo superado, em cada limitação superada, em cada abertura conseguida.
Mulher que te entregas à Vida sem resistência, entregas a um Deus Pai e Mãe que acolhe nos braços e leva pela mão nos dias mais difíceis...
Mulher que percepcionas a dor como Caminho iniciático... e que olha de frente e, no seu tempo, integra o vivenciado...
Mulher que perde o medo do que não vê... Mulher que se transforma em vibração de amor e bondade... Mulher que exprime e dá voz ao SENTIR para que o Caminho da humanidade se faça junto e não separado!
Mulher que te tornas ser humano... humanizando!
terça-feira, 14 de abril de 2015
Cair no Abismo
Uma amiga fez-me um desafio de me lançar no abismo, logo no início quando paralisei 10 dias sem poder andar...
CONFIAR... entregar e confiar! Palavras que fui ouvindo no tempo que estive internada na Clínica Dr. Nuno Santiago, com os meus amigos terapeutas (que tinham sido a minha equipa de trabalho - pessoas que agradeço de coração a experiência que me proporcionaram numa aprendizagem intensa)...
ENTREGAR E CONFIAR! Foi difícil desmontar o controle que estava sempre presente...
Aos poucos fui-me doando... e abrindo!
Hoje consegui lançar-me no abismo! A experiência foi incrível! O medo foi-se desfazendo... a sensação de plenitude preencheu-me! E agradeci a todos... um pouco de cada um esteve lá, comigo, a ajudar-me no momento de me deixar cair... o resto fiz sozinha...
segunda-feira, 13 de abril de 2015
MOMENTO PRESENTE
... é tão incerto o momento seguinte que faço por viver cada instante o melhor que consigo... desculpem-me, mas cada vez menos, permito que os outros me perturbem. Tanto li sobre viver no presente que hoje nem que não quisesse...
... o que não me faz bem, faz-me mal!
... o que não me faz bem, faz-me mal!
domingo, 12 de abril de 2015
SOL...
O sol é fundamental para que o corpo aqueça e minimize a dor. Quando aquecemos o corpo ele fica mais predisposto para sentir bliss. A vitamina D está em baixa no meu organismo. Todos os dia, quando está sol, tento passar entre 15 a 20 minutos só a respirar calmamente e sentir o sol no meu corpo...
As minhas dores primeiro intensificam e logo depois o corpo relaxa e a dor acalma. Neste momento estudo a influência do quente no fibromialgico. A minha temperatura é baixa e facilmente fico com frio ou muito frio.
No yoga tibetano produzimos calor, através de práticas, para que o corpo sinta bliss.
Continua o estudo e as práticas...
As minhas dores primeiro intensificam e logo depois o corpo relaxa e a dor acalma. Neste momento estudo a influência do quente no fibromialgico. A minha temperatura é baixa e facilmente fico com frio ou muito frio.
No yoga tibetano produzimos calor, através de práticas, para que o corpo sinta bliss.
Continua o estudo e as práticas...
sábado, 11 de abril de 2015
Teria muitas razões para desistir...
Teria muitas razões para desistir... achando que tudo seria para sempre (crónico) mas desafiei a falsa crença e fui... para além da caixa, do eterno rótulo. Escolhi um Caminho de escutar a verdade de cada momento (sabendo que tudo é impermanente), despi máscaras e retirei amarras e apegos que não me deixavam caminhar em paz. Confesso que neste período tornei-me egoísta (chamo-lhe assim por ter vivido demasiado para os outros e deixando que eles me prendessem)... criei prioridades e, em silêncio, fui percebendo o que me fazia ou não feliz.
Quando se adoece é um limite... já está somatizado no corpo o que a alma andava a gritar. E, aceitei a doença como uma aliada e não como um entrave... sem qualquer autopiedade.
Estou rodeada de quem me ajuda a levantar em momentos difíceis... aqueles, que quando a minha incapacidade aparece, não me consigo levantar ou fico exausta do nada, fico em silêncio parada à espera que passe, estão lá e compreendem,
É uma doença invisível e ainda muito para ser estudada... incompreendida e apontada de forma injusta. Acredito em mudanças... acredito que passo a passo as coisas acontecem!
Descubro técnicas e práticas que ajudam muito na qualidade de vida. Irei partilhando.
Quando se adoece é um limite... já está somatizado no corpo o que a alma andava a gritar. E, aceitei a doença como uma aliada e não como um entrave... sem qualquer autopiedade.
Estou rodeada de quem me ajuda a levantar em momentos difíceis... aqueles, que quando a minha incapacidade aparece, não me consigo levantar ou fico exausta do nada, fico em silêncio parada à espera que passe, estão lá e compreendem,
É uma doença invisível e ainda muito para ser estudada... incompreendida e apontada de forma injusta. Acredito em mudanças... acredito que passo a passo as coisas acontecem!
Descubro técnicas e práticas que ajudam muito na qualidade de vida. Irei partilhando.
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Uma lição de humildade... deixar que os outros nos ajudem!
A fibromialgia assaltou a minha vida, hoje sei que já há vários anos, mas apenas comecei a ter crises limitativas há cerca de dois... em que tudo perdeu o sentido e perdi a minha própria identidade. Só dois anos depois de ter ficado 10 dias sem poder andar, fruto de uma exaustão, e medo do que estava a viver sem saber o que era. Um pânico e uma sensação total de confusão instalou-se na minha existência. Vivi os piores momentos que um dia pensei ter... uma mistura de emoções e sensações que me levaram a alguns estados de dissociação e de limite. Fui diagnosticada à cerca de três meses... e inicialmente rejeitei, revoltei-me, culpei todos, culpei-me a mim... massacrei quem mais próximo de mim estava com um pedido de atenção e consumo de energia, envolvendo-os na minha perturbação.
Sempre dei muito de mim... e foi muito difícil aceitar a minha limitação e pedir ajuda.
Num cenário de lágrimas corridas e falta de humildade (mascarada de eu resolvo tudo e não vou chatear ninguém), fui lentamente desistindo dessa máscara de silêncio e da poderosa... caí nas mãos de quem confiei e pedi ajuda! Custou-me pedir ajuda e mostrar a minha fragilidade... dar a fragilidade ao Outro, para mim era quase como ficar na mão de... aí como queria controlar tudo!!!!
E aceitei a minha limitação que tenho no momento... não digo que ela será para sempre (crónica) porque eu acredito numa medicina mais abrangente que a limitada ocidental, acredito que o Amor cura... e estou a aprender.
Nota: ao assumir quem sou e a minha limitação... pedindo ajuda sempre que necessito vou sendo surpreendida. Aonde chego tento sempre ser feliz e fazer feliz... e quando me encontram com a face fechada e esgotada ou dores, as surpresas aparecem. E eu deixo que me ajudem... e sou grata!
Termino com uma citação: "Deixar-se ajudar pressupõe um nível espiritual muito superior ao do simples ajudar. Porque, se ajudar os outros é bom, melhor é ser ocasião para que os outros nos ajudem. Sim, o mais difícil deste mundo é aprender a ser necessitado" (Dra. África Sendino)
Sempre dei muito de mim... e foi muito difícil aceitar a minha limitação e pedir ajuda.
Num cenário de lágrimas corridas e falta de humildade (mascarada de eu resolvo tudo e não vou chatear ninguém), fui lentamente desistindo dessa máscara de silêncio e da poderosa... caí nas mãos de quem confiei e pedi ajuda! Custou-me pedir ajuda e mostrar a minha fragilidade... dar a fragilidade ao Outro, para mim era quase como ficar na mão de... aí como queria controlar tudo!!!!
E aceitei a minha limitação que tenho no momento... não digo que ela será para sempre (crónica) porque eu acredito numa medicina mais abrangente que a limitada ocidental, acredito que o Amor cura... e estou a aprender.
Nota: ao assumir quem sou e a minha limitação... pedindo ajuda sempre que necessito vou sendo surpreendida. Aonde chego tento sempre ser feliz e fazer feliz... e quando me encontram com a face fechada e esgotada ou dores, as surpresas aparecem. E eu deixo que me ajudem... e sou grata!
Termino com uma citação: "Deixar-se ajudar pressupõe um nível espiritual muito superior ao do simples ajudar. Porque, se ajudar os outros é bom, melhor é ser ocasião para que os outros nos ajudem. Sim, o mais difícil deste mundo é aprender a ser necessitado" (Dra. África Sendino)
O rosto interior...
A viagem mais bela à verdade do que sou (em cada dia)... um desnudar de cada véu, de cada máscara... um frente a frente com morte e com o renascimento... a consciência plena dos ciclos de vida/morte/vida... o selvagem que se expressa... a fusão com a Mãe Natureza que me acolhe...
Um amor que cresce pela Mulher que sou (a que fui e a que me tornei)... a integração das partes no todo... a paixão de existir e o preenchimento com a gratidão pelas experiências que me tornaram o ser humano atual!
O meu rosto toca o rosto do Sagrado...
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