terça-feira, 14 de abril de 2015

Cair no Abismo

Uma amiga fez-me um desafio de me lançar no abismo, logo no início quando paralisei 10 dias sem poder andar...
CONFIAR... entregar e confiar! Palavras que fui ouvindo no tempo que estive internada na Clínica Dr. Nuno Santiago, com os meus amigos terapeutas (que tinham sido a minha equipa de trabalho - pessoas que agradeço de coração a experiência que me proporcionaram numa aprendizagem intensa)... 
ENTREGAR E CONFIAR! Foi difícil desmontar o controle que estava sempre presente... 
Aos poucos fui-me doando... e abrindo! 
Hoje consegui lançar-me no abismo! A experiência foi incrível! O medo foi-se desfazendo... a sensação de plenitude preencheu-me! E agradeci a todos... um pouco de cada um esteve lá, comigo, a ajudar-me no momento de me deixar cair... o resto fiz sozinha... 
Vejo a fibromialgia, neste momento, como aliada... aceito-a e estou a aprender com ela!

segunda-feira, 13 de abril de 2015

MOMENTO PRESENTE

... é tão incerto o momento seguinte que faço por viver cada instante o melhor que consigo... desculpem-me, mas cada vez menos, permito que os outros me perturbem. Tanto li sobre viver no presente que hoje nem que não quisesse... 
... o que não me faz bem, faz-me mal!


domingo, 12 de abril de 2015

SOL...

O sol é fundamental para que o corpo aqueça e minimize a dor. Quando aquecemos o corpo ele fica mais predisposto para sentir bliss. A vitamina D está em baixa no meu organismo. Todos os dia, quando está sol, tento passar entre 15 a 20 minutos só a respirar calmamente e sentir o sol no meu corpo...
As minhas dores primeiro intensificam e logo depois o corpo relaxa e a dor acalma. Neste momento estudo a influência do quente no fibromialgico. A minha temperatura é baixa e facilmente fico com frio ou muito frio.
No yoga tibetano produzimos calor, através de práticas, para que o corpo sinta bliss.
Continua o estudo e as práticas...

sábado, 11 de abril de 2015

Teria muitas razões para desistir...

Teria muitas razões para desistir... achando que tudo seria para sempre (crónico) mas desafiei a falsa crença e fui... para além da caixa, do eterno rótulo. Escolhi um Caminho de escutar a verdade de cada momento (sabendo que tudo é impermanente), despi máscaras e retirei amarras e apegos que não me deixavam caminhar em paz. Confesso que neste período tornei-me egoísta (chamo-lhe assim por ter vivido demasiado para os outros e deixando que eles me prendessem)... criei prioridades e, em silêncio, fui percebendo o que me fazia ou não feliz.
Quando se adoece é um limite... já está somatizado no corpo o que a alma andava a gritar. E, aceitei a doença como uma aliada e não como um entrave... sem qualquer autopiedade.
Estou rodeada de quem me ajuda a levantar em momentos difíceis... aqueles, que quando a minha incapacidade aparece, não me consigo levantar ou fico exausta do nada, fico em silêncio parada à espera que passe, estão lá e compreendem,
É uma doença invisível e ainda muito para ser estudada... incompreendida e apontada de forma injusta. Acredito em mudanças... acredito que passo a passo as coisas acontecem!
Descubro técnicas e práticas que ajudam muito na qualidade de vida. Irei partilhando.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Uma lição de humildade... deixar que os outros nos ajudem!

A fibromialgia assaltou a minha vida, hoje sei que já há vários anos, mas apenas comecei a ter crises limitativas há cerca de dois... em que tudo perdeu o sentido e perdi a minha própria identidade. Só dois anos depois de ter ficado 10 dias sem poder andar, fruto de uma exaustão, e medo do que estava a viver sem saber o que era. Um pânico e uma sensação total de confusão instalou-se na minha existência. Vivi os piores momentos que um dia pensei ter... uma mistura de emoções e sensações que me levaram a alguns estados de dissociação e de limite. Fui diagnosticada à cerca de três meses... e inicialmente rejeitei, revoltei-me, culpei todos, culpei-me a mim... massacrei quem mais próximo de mim estava com um pedido de atenção e consumo de energia, envolvendo-os na minha perturbação.
Sempre dei muito de mim... e foi muito difícil aceitar a minha limitação e pedir ajuda.

Num cenário de lágrimas corridas e falta de humildade (mascarada de eu resolvo tudo e não vou chatear ninguém), fui lentamente desistindo dessa máscara de silêncio e da poderosa... caí nas mãos de quem confiei e pedi ajuda! Custou-me pedir ajuda e mostrar a minha fragilidade... dar a fragilidade ao Outro, para mim era quase como ficar na mão de... aí como queria controlar tudo!!!!

E aceitei a minha limitação que tenho no momento... não digo que ela será para sempre (crónica) porque eu acredito numa medicina mais abrangente que a limitada ocidental, acredito que o Amor cura... e estou a aprender.

Nota: ao assumir quem sou e a minha limitação... pedindo ajuda sempre que necessito vou sendo surpreendida. Aonde chego tento sempre ser feliz e fazer feliz... e quando me encontram com a face fechada e esgotada ou dores, as surpresas aparecem. E eu deixo que me ajudem... e sou grata!

Termino com uma citação: "Deixar-se ajudar pressupõe um nível espiritual muito superior ao do simples ajudar. Porque, se ajudar os outros é bom, melhor é ser ocasião para que os outros nos ajudem. Sim, o mais difícil deste mundo é aprender a ser necessitado" (Dra. África Sendino)



O rosto interior...



A viagem mais bela à verdade do que sou (em cada dia)... um desnudar de cada véu, de cada máscara... um frente a frente com morte e com o renascimento... a consciência plena dos ciclos de vida/morte/vida... o selvagem que se expressa... a fusão com a Mãe Natureza que me acolhe... 
Um amor que cresce pela Mulher que sou (a que fui e a que me tornei)... a integração das partes no todo... a paixão de existir e o preenchimento com a gratidão pelas experiências que me tornaram o ser humano atual!

O meu rosto toca o rosto do Sagrado...